sábado, 8 de novembro de 2014

LITURGIA - Domingo 09/11/2014

Evangelho (Jo 2,13-22)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

13 Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14 No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15 Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16 E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17 Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18 Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19 Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20 Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21 Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22 Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

SAÚDE: Proteína de beterraba pode substituir sangue humano

Pesquisa levanta possibilidad de adaptar proteína da beterraba para uso em humanos./ Foto: Reprodução
Pesquisa levanta possibilidade de adaptar proteína da beterraba para uso em humanos./ Foto: Reprodução


Uma proteína encontrada na beterraba poderia ser usada para substituir o sangue humano, de acordo com pesquisadores suecos. A hemoglobina vegetal presente no legume é similar à hemoglobina presente no sangue humano. A proteína, que confere ao sangue a sua cor avermelhada, tem como função principal transportar oxigênio para os tecidos.A equipe da Universidade de Lund, na Suécia, está investigando se seria possível modificar a substância da beterraba para que ela possa ser absorvida pelos tecidos humanos.

Os cientistas dizem acreditar que isso pode ser conseguido dentro de três anos. Um especialista ouvido pela BBC, no entanto, comentou que apesar de "animador", o estudo só deve trazer resultados concretos "no longo prazo". Os suecos basearam seu estudo em um trabalho anterior, publicado pela revista científica Plant & Cell Physiology, que concluiu que a hemoglobina vegetal tinha um papel fundamental no desenvolvimento da planta.Um dos integrantes da equipe, Leif Bulow, disse que o objetivo do grupo era encontrar uma solução para o problema da escassez de sangue.

O sangue produzido a partir da proteína da beterraba poderia ser usado, por exemplo, em transfusões de emergência (por exemplo, em pacientes que perderam muito sangue após um acidente) ou em tratamentos para câncer e doenças do sangue.

Similaridade

Durante o estudo, a proteína da planta se comportou de maneira similar à hemoglobina encontrada no cérebro - e apresentou uma estrutura similar, acrescentou Leif Bulow. Nelida Leiva, que chefiou a pesquisa na Universidade de Lund, disse que a proteína da planta tem entre 50% e 60% de similaridade com a hemoglobina encontrada no sangue humano, mas é mais "robusta".Ela disse que o trabalho levanta duas possibilidades: adaptar a proteína da planta para uso em humanos e usar plantas para produzir hemoglobina humana. O próximo passo, diz a equipe, seria modificar a proteína da planta para ver se ela seria aceita por porcos e, depois, por tecidos humanos. Comentando o estudo sueco, o cientista britânico Denis Murphy, chefe de Genômica na University of South Wales, em Cardiff, País de Gales, disse à BBC: "O estudo é bom, baseado em ciência feita com rigor, e descreve uma descoberta importante". "Embora saibamos há várias décadas que plantas produzem proteínas similares à hemoglobina, esse estudo mostra que (essas proteínas) são mais comuns e estão envolvidas em mais processos fisiológicos do que pensávamos".

Ele acrescentou, no entanto, que a ideia de usar essa proteína para substituir a hemoglobina humana era especulação, algo possível muito a longo prazo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Terceira parte do Segredo de Fátima passa por análise científica



Manuscrito da terceira parte do Segredo de Fátima foi analisado por um equipamento científico não invasivo

Da redação, com Agência Ecclesia
manuscrito_santuario_fatimaManuscrito guardado no Santuário de Fátima, em Portugal / Foto: Agência Ecclesia



O Santuário de Fátima revelou nesta quarta-feira, 5, que o manuscrito da terceira parte do ‘Segredo de Fátima’ foi submetido a análises científicas, com vista à sua certificação, no Centro de Física Atômica.

O reitor do santuário, padre Carlos Cabecinhas, afirmou em comunicado enviado à Agência Ecclesia que o Serviço de Estudos e Difusão da instituição católica “continua, assim, apostado em fazer uso de metodologias científicas para estudar os mais importantes testemunhos documentais da Mensagem de Fátima”.


O diretor do referido serviço, Marco Daniel Duarte, disse à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima que, através de uma parceria com o Centro de Física Atômica, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, “o documento foi analisado com equipamento científico não invasivo”.

O manuscrito esteve nos laboratórios deste centro entre segunda e terça-feira.

Objetivo da análise

Segundo a coordenadora do projeto científico, Maria Luísa Carvalho, “o objetivo deste trabalho científico tem em vista a caracterização do papel e da tinta; os resultados obtidos serão comparados com os de outros documentos da época, obtidos pela mesma técnica, escritos pela Irmã Lúcia antes e após a redação deste documento, para certificação”.



Deste estudo faz também parte a análise dos documentos da primeira e segunda partes do ‘Segredo de Fátima’, cujos manuscritos são propriedade da Diocese de Leiria-Fátima e que, através de protocolo assinado a 7 de outubro, estão sob os cuidados do Santuário de Fátima.

“Os resultados e conclusões deste trabalho serão publicados numa edição que o Santuário está preparando sobre o Segredo de Fátima e serão ainda objeto de publicação em revista científica internacional da especialidade”, assinala a nota de imprensa.

Exposição do manuscrito

Durante a exposição ‘Segredo e Revelação’, que esteve patente ao público entre 30 de novembro de 2013 e 31 de outubro de 2014, o manuscrito da terceira parte do ‘Segredo’ foi visto por 227 921 visitantes.

O manuscrito, redigido pela irmã Lúcia, pode ser visto na versão virtual da exposição – http://segredoerevelacao.fatima.pt -, que já registou 63 156 visitantes.

De acordo com o testemunho, reconhecido pela Igreja Católica, das três crianças conhecidas como Pastorinhos de Fátima (a irmã Lúcia e os beatos Francisco e Jacinta), ocorreram seis aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e imediações, uma a cada mês, entre maio e outubro de 1917.

Jacinta e Francisco morreram com 9 e 10 anos, respectivamente, e foram beatificados pelo Papa João Paulo II no ano 2000; a terceira vidente, Lúcia de Jesus (1907-2005), encontra-se em processo de beatificação.

7 A 14 DE NOVEMBRO: Cáritas Nacional e entidades promovem Feira da Solidariedade



A Semana da Solidariedade tem seu tema voltado para Campanha Mundial contra a fome e busca fortalecer novas iniciativas de solidariedade no Brasil

Criada há 58 anos, a Semana da Solidariedade, que começa nesta sexta-feira, 7, e vai até 14 de novembro, retoma a temática da Campanha Mundial contra a fome “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”.

A atividade, organizada pela Cáritas Nacional, busca fortalecer diferentes iniciativas de solidariedade pelo país.

Como parte da programação, é realizada todos os anos, a Feira da Solidariedade da Cáritas. Neste primeiro dia do evento, grupos que desenvolvem práticas de Economia Solidária expõem seus produtos no Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

A Feira contará com presença de 20 expositores, entre eles a Rede Ver Te Brasília – Rede de Economia Solidária do Distrito Federal (DF) e entorno.

A Rede é autogestionária e tem como principal objetivo adotar e exercitar os princípios da Economia Solidária, gerando renda para dezenas de famílias. São grupos urbanos e rurais, formais ou informais, de trabalho comunitário, como associações e cooperativas, que produzem artesanatos, vestuários, confecções, produtos indígenas, biojoias, alimentos e utilitários.

A programação contará, ainda, com apresentações culturais. A Feira é uma realização da Cáritas Brasileira, Cáritas Arquidiocesana de Brasília, Instituto Marista de Solidariedade, Movimento de Mulheres Camponesas, Movimento dos Pequenos Agricultores e Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab).



O Conic localiza-se no Setor de diversão Sul, próximo à rodoviária do Plano Piloto. A programação da Feira acontece das 10h às 19h.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Bispos avaliam atividades do regional Nordeste 4


        A avaliação das ações desenvolvidas em 2014 pelo regional Nordeste 4 (Piauí) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) esteve entre os assuntos da reunião do Conselho Regional (Conser). No encontro, realizado de 3 a 6 de novembro, em São Luís (MA), os participantes também planejaram as atividades para a próximo ano, em vista da 53ª Assembleia Geral da CNBB. A reunião anual, que é também um momento de convivência, reflexão e oração, aconteceu em São Luís (MA). Os membros do Conser do Piauí foram acolhidos pelo arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, na Cúria Metropolitana. Na oportunidade, os bispos visitaram o Museu de Arte Sacra do Maranhão e Centro Histórico da cidade. Houve celebração de missa em São José de Ribamar, sede das maiores festividades religiosas do país no mês de setembro. O episcopado visitou, ainda, a base militar da capital maranhense. Com informações e foto do regional Nordeste 4.

SAIBA?O que foi a reforma protestante



A Reforma protestante é longa e complicada. Neste texto, vamos dar apenas as informações mais importantes

A Reforma aconteceu no século XVI com o frade agostiniano alemão Martinho Lutero. Foi uma questão religiosa, mas, dado o clima da época, tomou proporções eclesiásticas e políticas que ninguém imaginava. O povo e os príncipes cristãos alemães esperavam a renovação da Igreja, no século XVI, pela eliminação dos abusos, sem alteração da fé e da constituição da Igreja. Isso gerou o “caldo de cultura” da Reforma.





Quem foi Lutero?


Martinho Lutero nasceu, em 10 de novembro de 1483, em Eisleben. Teve infância dura, sujeita, em casa e na escola, à disciplina severa. A partir de 1501, na Universidade de Erfurt, estudou filosofia nominalista com tendência relativista que eliminava a harmonia entre a ciência e a fé.


Certa vez, a caminho da Universidade (02/07/1505), foi quase fulminado por um raio; em consequência, fez o voto a Santa Ana, de entrar no convento se não morresse. Lutero tinha um temperamento escrupuloso e pessimista, temia o juízo de Deus sobre os seus pecados; algo que o deixava inquieto.


Em julho de 1505, à revelia do pai, Lutero entrou no convento dos Agostinianos de Erfurt. Em 1507, foi ordenado presbítero. Em 1510 ou 1511, passou quatro semanas em Roma, onde conheceu a vida da Cúria. Isso tudo, porém, não o impressionou muito nem abalou a sua fidelidade à lgreja. Foi nomeado professor de Sagrada Escritura em Wittenberg. Vivia, porém, inquieto ao pensar na sua fragilidade moral e nos juízos de Deus. Jejuava, praticava vigílias de oração, mas sem conseguir paz.


Estudando as cartas de São Paulo aos gálatas e aos romanos, encontrou uma solução: achou que não deveria se importar tanto com aquilo que fazia, precisava apenas ficar firme na fé e na confiança em Jesus Salvador. Ele dizia: “É a fé, e não as obras boas, que salvam o homem”. Para Lutero, o homem foi totalmente corrompido pelo pecado original e, então, só pode pecar; o livre-arbítrio está vendido ao pecado; não se pode apelar para ele. E a concupiscência desregrada, que é o próprio pecado, é inextinguível no homem. Só lhe resta confiar (ter fé) nos méritos de Cristo, porque ninguém tem mérito próprio.


O surgimento das 95 teses de Lutero


Para Lutero, quando Deus declara o homem justo, não lhe está apagando os pecados, mas apenas resolve não os considerar, cobrindo-os com o manto da justiça ou da santidade de Cristo. Lutero baseava-se especialmente em Rm 1,17: “O justo vive pela fé”; por isso, desprezava a Carta de São Tiago que fala da importância das obras.


Essa doutrina era como que o “Evangelho” de Lutero. Era uma revolução dentro do Cristianismo. Lutero juntou a isso outras teses: a rejeição dos sacramentos, do sacerdócio ministerial, do sacrifício da Missa, da Tradição da Igreja e da hierarquia. Enfim, tudo aquilo que fazia a vida da lgreja Católica.


Lutero era professor em Wittenberg, quando surgiu a questão das indulgências na Alemanha; e já havia a prevenção contra elas por causa de abusos de oficiais eclesiásticos. Lutero insurgiu-se contra o pregador das indulgências, Tetzel, em 31 de outubro de 1517, e afixou na porta da igreja de Wittenbergu, conforme o costume das disputas acadêmicas, uma lista de 95 teses em latim sobre as indulgências.


As teses de Lutero espalharam-se rapidamente pela Alemanha e fora dela, chegando até Roma. A Santa Sé mandou o Cardeal Caetano a Augsburgo para ouvir Lutero (12-14/10/1518), mas não conseguiu demovê-lo de suas posições doutrinárias.


A ruptura com a Igreja


O brado de revolta de Lutero encontrou ressonância fácil entre os príncipes da Alemanha, que tinham antigos ressentimentos contra a Santa Sé por questões políticas. Entre os protetores de Lutero, começou a destacar-se o príncipe Frederico, o Sábio, da Saxônia.


Em 1519, houve, em Leipzig, uma famosa disputa pública, na qual Lutero expôs mais claramente sua doutrina: só é verdade religiosa aquilo que se pode provar pela Sagrada Escritura (princípio básico do protestantismo). Ele atacou o primado do Papa e desprezou a Tradição e o Magistério da Igreja. Então, em 1520, no dia 15 de junho, o Papa Leão X publicou a Bula Exsurge, que condenava 41 sentenças de Lutero e o ameaçava de excomunhão, caso não se submetesse dentro de 60 dias. Em dezembro desse mesmo ano, o frade queimou a Bula e um livro de Direito Eclesiástico em praça pública. O Papa excomungou formalmente Lutero em 3 de janeiro de 1521.


Lutero, então, convocou seus compatriotas alemães para se unirem a ele em três obras: o “Manifesto à Nobreza Alemã”, no qual exortava os príncipes a assumir a reforma da Cristandade, constituindo uma Igreja alemã independente; o “Cativeiro da Babilônia”, que considerava os sacramentos, regulamentados pela Igreja, como um cativeiro – só ficariam o batismo e a ceia operando pela fé do sujeito; e “A Liberdade Cristã”, que concebe a lgreja como uma comunidade invisível, da qual só fazem parte os que vivem da verdadeira fé.


Em 1521, houve a Dieta de Worms, à qual Lutero compareceu na presença do Imperador Carlos V; recusou retratar-se e foi condenado à morte. Mas Frederico o Sábio escondeu o frade no Castelo de Wartburg, onde ficou dez meses (maio 1521 – março 1522) sob o pseudônimo de “Cavaleiro Jorge”. Começou, então, a tradução da Bíblia para o alemão a partir dos originais; foi completada em 1534. No castelo de Wartburg, Lutero sofreu crises nervosas violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos.


Enquanto Lutero estava preso, a agitação crescia em Wittenberg; os clérigos casavam-se; a Missa era substituída pelo rito da Ceia do Senhor, em que se recebiam pão e vinho sem confissão prévia nem jejum eucarístico; as imagens dos santos eram removidas. Em 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, monja cisterciense apóstata, e teve seus filhos.


Fim da vida de Lutero


Os últimos anos de vida de Lutero foram angustiosos para o reformador: além dos aborrecimentos e das decepções, ele sofria achaques corporais; se alastravam a indisciplina e a procura de interesses particulares nos territórios reformados; os príncipes dominavam as questões religiosas. Lutero depositava suas esperanças num próximo fim de mundo. Em 1543, escreveu ansioso: “Vinde, Senhor Jesus, vinde, que os males ultrapassaram a medida. É preciso que tudo estoure. Amém”. – Finalmente, morreu em 18 de fevereiro de 1546, em sua cidade natal de Eisleben. (D. Estevão Bettencourt)


As ideias e o movimento de Lutero tiveram seus ecos fora da Alemanha. Vários reformadores surgiram, partindo todos do mesmo princípio: a única fonte de fé é a Bíblia (Sola Scriptura), lida independentemente do Magistério da Igreja e da Tradição. Entre esses chefes destacam-se: Ulrico Zwingli (1484-1531), que pregou em Zürich (Suiça) e cujos seguidores sem demora se agregaram ao Calvinismo. Outro reformador notável foi João Calvino, em Genebra.


As ideias reformistas de Lutero não eram novas; ele teve vários precursores que defendiam as mesmas teses em séculos anteriores: John Wiclef, na Inglaterra; João Huss, na Polônia; Jerônimo de Praga, Guilherme de Occan e outros.

“O bom cristão sai de si mesmo e vai rumo a Deus”, diz o Papa

Na missa da manhã desta quinta-feira, 06, o Papa refletiu sobre duas parábolas: a da ovelha perdida e a da moeda perdida. Os fariseus e os escribas se escandalizaram porque Jesus “acolheu os pecadores e comeu com eles, o que era um verdadeiro escândalo naqueles tempos”.
“Estas duas parábolas” – explicou Francisco – “nos mostram como é o coração de Deus. Deus não para, não vai só até certo ponto, mas vai até o fundo, no limite; não para no meio do caminho da salvação. Não diz: “Eu fiz tudo, agora o problema é deles”. Ele vai, sai”.
Os fariseus e os escribas, por sua vez, param no meio. Eles se importavam somente que o balanço das perdas e ganhos fosse mais ou menos favorável, e ficavam tranquilos. Isto não entrava na cabeça de Deus, Deus não é um negociante, Deus é Pai e salva até o fim, até o limite. O amor de Deus é isso”.
“É triste o pastor que abre a porta da Igreja e fica ali, esperando. É triste o cristão que não sente dentro, no coração, a necessidade de contar aos outros que o Senhor é bom. Mas quanta perversão existe no coração daqueles que se crêem justos, como os escribas e os fariseus… É, eles não queriam sujar suas mãos com os pecadores. Lembram-se do que pensavam? ‘Se ele fosse profeta, saberia que ela é uma pecadora’. Usavam as pessoas e depois as desprezavam”. “Ser um pastor ‘pela metade’ – disse ainda o Pontífice – é uma derrota. Um pastor deve ter o coração de Deus, ir até o limite, porque não quer que ninguém se perca”.“O verdadeiro pastor, o verdadeiro cristão tem este zelo interior: que ninguém se perca. E por isso não tem medo de sujar as mãos. Não tem medo. Vai aonde tem que ir. Arrisca sua vida, sua fama, arrisca perder a sua comodidade, o seu status, perder também na carreira eclesiástica, mas é bom pastor. Também os cristãos devem ser assim. É tão fácil condenar os outros, como faziam os publicanos, os pecadores. É tão fácil, mas não é cristão, eh? Não é comportamento de filhos de Deus. O Filho de Deus vai ao limite, dá a vida pelo outros, como fez Jesus. Não pode ficar tranquilo, protegendo si mesmo: a sua comodidade, a sua fama, a sua tranquilidade. Lembrem-se disso: que jamais existam pastores e cristãos que ficam no meio do caminho!
“O bom pastor, o bom cristão – conclui o Papa – sai, está sempre em saída: está em saída de si mesmo, em saída rumo a Deus, na oração, na adoração; está em saída rumo aos outros para levar a mensagem de salvação”. E o bom pastor e o bom cristão conhecem o que é a ternura:
“Esses escribas, fariseus não sabiam o que significa carregar a ovelha sobre os ombros, com ternura, e reconduzi-la a seu lugar, junto às outras. Essas pessoas não sabiam o que é alegria. O cristão e o pastor do meio do caminho talvez conheçam a diversão, a tranquilidade, mas não a verdadeira alegria que vem de Deus, que vem para salvar! É belo não sentir medo de quem fala mal de nós para encontrar os irmãos e irmãs que estão distantes do Senhor. Peçamos esta graça para cada um de nós e para a nossa Mãe, a Santa Igreja”.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Divina Misericórdia

Jesus Misericordioso disse a Faustina:



"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A.

Implora a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma.
Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros.
Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça. 
Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. 
Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento. 
Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura, mas de ti em primeiro lugar, porque te dei a conhecer mais profundamente esse mistério"
(Diário, 1572).



Terça-feira 04 de Novembro – Lc 14, 15-24 – Os convidados que recusam o banquete


O Reino de Deus vai além de toda imaginação humana. Uma das mais belas imagens para descrevê-lo é o banquete, descrito como uma festa promovida por um rei em honra do seu filho. Pela resposta dada pelos convidados, deduz-se que há uma condição para participar dele: ser interiormente desapegado dos bens materiais. S. Cirilo de Alexandria comenta o fato de eles terem “desdenhado o convite, porque estavam voltados para as coisas terrenas e tinham concentrado sua mente nas vãs distrações deste mundo”. Afazeres diversos, o serviço no campo, a “mulher” os impedem de atender ao convite do rei, ainda que enviado com muita antecedência. Verdadeira afronta, pois rejeitá-lo, no último momento, era negar-lhe a devida honra.
O rei então resolve substituí-los por aqueles que perambulavam nas praças e ruas da cidade. “Que venham, diz S. Agostinho, os mendigos, já que quem convida é aquele que sendo rico se fez pobre por nós, para que os mendigos nos enriqueçam com a sua pobreza”. O banquete está preparado, e ainda há lugares vazios. Os servos saem pelas estradas e jardins, e chamam os que não residem dentro da cidade, até que a casa fique realmente cheia. Na sala repleta, reúnem-se bons e maus, pecadores e estrangeiros, sinal da grandeza de coração do dono da casa, em claro contraste com a maneira desdenhosa dos primeiros convidados. Estes correm o risco de não mais encontrarem lugar no banquete de Deus.
O convite é dirigido a todos, sem ambiguidades de natureza discriminatória. Mas apesar da insistência do chamamento do Mestre, os chefes religiosos permanecem em sua rigidez de visão e, autossuficientes em assuntos religiosos, não aceitam participar do banquete messiânico. Em lugar deles, trajando as vestes apropriadas para a festa, unem-se a Jesus os mendigos e publicanos. Em suma, o encontro messiânico está aberto para acolher a todos, embora nem todos dele participem. Nesse sentido são emblemáticas as palavras finais da parábola: “Há muitos chamados, mas poucos escolhidos”.

Dom Fernando Antônio Figueiredo, o.f.m.