sábado, 8 de novembro de 2014

LITURGIA - Domingo 09/11/2014

Evangelho (Jo 2,13-22)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

13 Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14 No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15 Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16 E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17 Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18 Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19 Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20 Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21 Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22 Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

SAÚDE: Proteína de beterraba pode substituir sangue humano

Pesquisa levanta possibilidad de adaptar proteína da beterraba para uso em humanos./ Foto: Reprodução
Pesquisa levanta possibilidade de adaptar proteína da beterraba para uso em humanos./ Foto: Reprodução


Uma proteína encontrada na beterraba poderia ser usada para substituir o sangue humano, de acordo com pesquisadores suecos. A hemoglobina vegetal presente no legume é similar à hemoglobina presente no sangue humano. A proteína, que confere ao sangue a sua cor avermelhada, tem como função principal transportar oxigênio para os tecidos.A equipe da Universidade de Lund, na Suécia, está investigando se seria possível modificar a substância da beterraba para que ela possa ser absorvida pelos tecidos humanos.

Os cientistas dizem acreditar que isso pode ser conseguido dentro de três anos. Um especialista ouvido pela BBC, no entanto, comentou que apesar de "animador", o estudo só deve trazer resultados concretos "no longo prazo". Os suecos basearam seu estudo em um trabalho anterior, publicado pela revista científica Plant & Cell Physiology, que concluiu que a hemoglobina vegetal tinha um papel fundamental no desenvolvimento da planta.Um dos integrantes da equipe, Leif Bulow, disse que o objetivo do grupo era encontrar uma solução para o problema da escassez de sangue.

O sangue produzido a partir da proteína da beterraba poderia ser usado, por exemplo, em transfusões de emergência (por exemplo, em pacientes que perderam muito sangue após um acidente) ou em tratamentos para câncer e doenças do sangue.

Similaridade

Durante o estudo, a proteína da planta se comportou de maneira similar à hemoglobina encontrada no cérebro - e apresentou uma estrutura similar, acrescentou Leif Bulow. Nelida Leiva, que chefiou a pesquisa na Universidade de Lund, disse que a proteína da planta tem entre 50% e 60% de similaridade com a hemoglobina encontrada no sangue humano, mas é mais "robusta".Ela disse que o trabalho levanta duas possibilidades: adaptar a proteína da planta para uso em humanos e usar plantas para produzir hemoglobina humana. O próximo passo, diz a equipe, seria modificar a proteína da planta para ver se ela seria aceita por porcos e, depois, por tecidos humanos. Comentando o estudo sueco, o cientista britânico Denis Murphy, chefe de Genômica na University of South Wales, em Cardiff, País de Gales, disse à BBC: "O estudo é bom, baseado em ciência feita com rigor, e descreve uma descoberta importante". "Embora saibamos há várias décadas que plantas produzem proteínas similares à hemoglobina, esse estudo mostra que (essas proteínas) são mais comuns e estão envolvidas em mais processos fisiológicos do que pensávamos".

Ele acrescentou, no entanto, que a ideia de usar essa proteína para substituir a hemoglobina humana era especulação, algo possível muito a longo prazo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Terceira parte do Segredo de Fátima passa por análise científica



Manuscrito da terceira parte do Segredo de Fátima foi analisado por um equipamento científico não invasivo

Da redação, com Agência Ecclesia
manuscrito_santuario_fatimaManuscrito guardado no Santuário de Fátima, em Portugal / Foto: Agência Ecclesia



O Santuário de Fátima revelou nesta quarta-feira, 5, que o manuscrito da terceira parte do ‘Segredo de Fátima’ foi submetido a análises científicas, com vista à sua certificação, no Centro de Física Atômica.

O reitor do santuário, padre Carlos Cabecinhas, afirmou em comunicado enviado à Agência Ecclesia que o Serviço de Estudos e Difusão da instituição católica “continua, assim, apostado em fazer uso de metodologias científicas para estudar os mais importantes testemunhos documentais da Mensagem de Fátima”.


O diretor do referido serviço, Marco Daniel Duarte, disse à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima que, através de uma parceria com o Centro de Física Atômica, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, “o documento foi analisado com equipamento científico não invasivo”.

O manuscrito esteve nos laboratórios deste centro entre segunda e terça-feira.

Objetivo da análise

Segundo a coordenadora do projeto científico, Maria Luísa Carvalho, “o objetivo deste trabalho científico tem em vista a caracterização do papel e da tinta; os resultados obtidos serão comparados com os de outros documentos da época, obtidos pela mesma técnica, escritos pela Irmã Lúcia antes e após a redação deste documento, para certificação”.



Deste estudo faz também parte a análise dos documentos da primeira e segunda partes do ‘Segredo de Fátima’, cujos manuscritos são propriedade da Diocese de Leiria-Fátima e que, através de protocolo assinado a 7 de outubro, estão sob os cuidados do Santuário de Fátima.

“Os resultados e conclusões deste trabalho serão publicados numa edição que o Santuário está preparando sobre o Segredo de Fátima e serão ainda objeto de publicação em revista científica internacional da especialidade”, assinala a nota de imprensa.

Exposição do manuscrito

Durante a exposição ‘Segredo e Revelação’, que esteve patente ao público entre 30 de novembro de 2013 e 31 de outubro de 2014, o manuscrito da terceira parte do ‘Segredo’ foi visto por 227 921 visitantes.

O manuscrito, redigido pela irmã Lúcia, pode ser visto na versão virtual da exposição – http://segredoerevelacao.fatima.pt -, que já registou 63 156 visitantes.

De acordo com o testemunho, reconhecido pela Igreja Católica, das três crianças conhecidas como Pastorinhos de Fátima (a irmã Lúcia e os beatos Francisco e Jacinta), ocorreram seis aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e imediações, uma a cada mês, entre maio e outubro de 1917.

Jacinta e Francisco morreram com 9 e 10 anos, respectivamente, e foram beatificados pelo Papa João Paulo II no ano 2000; a terceira vidente, Lúcia de Jesus (1907-2005), encontra-se em processo de beatificação.

7 A 14 DE NOVEMBRO: Cáritas Nacional e entidades promovem Feira da Solidariedade



A Semana da Solidariedade tem seu tema voltado para Campanha Mundial contra a fome e busca fortalecer novas iniciativas de solidariedade no Brasil

Criada há 58 anos, a Semana da Solidariedade, que começa nesta sexta-feira, 7, e vai até 14 de novembro, retoma a temática da Campanha Mundial contra a fome “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”.

A atividade, organizada pela Cáritas Nacional, busca fortalecer diferentes iniciativas de solidariedade pelo país.

Como parte da programação, é realizada todos os anos, a Feira da Solidariedade da Cáritas. Neste primeiro dia do evento, grupos que desenvolvem práticas de Economia Solidária expõem seus produtos no Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

A Feira contará com presença de 20 expositores, entre eles a Rede Ver Te Brasília – Rede de Economia Solidária do Distrito Federal (DF) e entorno.

A Rede é autogestionária e tem como principal objetivo adotar e exercitar os princípios da Economia Solidária, gerando renda para dezenas de famílias. São grupos urbanos e rurais, formais ou informais, de trabalho comunitário, como associações e cooperativas, que produzem artesanatos, vestuários, confecções, produtos indígenas, biojoias, alimentos e utilitários.

A programação contará, ainda, com apresentações culturais. A Feira é uma realização da Cáritas Brasileira, Cáritas Arquidiocesana de Brasília, Instituto Marista de Solidariedade, Movimento de Mulheres Camponesas, Movimento dos Pequenos Agricultores e Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab).



O Conic localiza-se no Setor de diversão Sul, próximo à rodoviária do Plano Piloto. A programação da Feira acontece das 10h às 19h.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Bispos avaliam atividades do regional Nordeste 4


        A avaliação das ações desenvolvidas em 2014 pelo regional Nordeste 4 (Piauí) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) esteve entre os assuntos da reunião do Conselho Regional (Conser). No encontro, realizado de 3 a 6 de novembro, em São Luís (MA), os participantes também planejaram as atividades para a próximo ano, em vista da 53ª Assembleia Geral da CNBB. A reunião anual, que é também um momento de convivência, reflexão e oração, aconteceu em São Luís (MA). Os membros do Conser do Piauí foram acolhidos pelo arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, na Cúria Metropolitana. Na oportunidade, os bispos visitaram o Museu de Arte Sacra do Maranhão e Centro Histórico da cidade. Houve celebração de missa em São José de Ribamar, sede das maiores festividades religiosas do país no mês de setembro. O episcopado visitou, ainda, a base militar da capital maranhense. Com informações e foto do regional Nordeste 4.

SAIBA?O que foi a reforma protestante



A Reforma protestante é longa e complicada. Neste texto, vamos dar apenas as informações mais importantes

A Reforma aconteceu no século XVI com o frade agostiniano alemão Martinho Lutero. Foi uma questão religiosa, mas, dado o clima da época, tomou proporções eclesiásticas e políticas que ninguém imaginava. O povo e os príncipes cristãos alemães esperavam a renovação da Igreja, no século XVI, pela eliminação dos abusos, sem alteração da fé e da constituição da Igreja. Isso gerou o “caldo de cultura” da Reforma.





Quem foi Lutero?


Martinho Lutero nasceu, em 10 de novembro de 1483, em Eisleben. Teve infância dura, sujeita, em casa e na escola, à disciplina severa. A partir de 1501, na Universidade de Erfurt, estudou filosofia nominalista com tendência relativista que eliminava a harmonia entre a ciência e a fé.


Certa vez, a caminho da Universidade (02/07/1505), foi quase fulminado por um raio; em consequência, fez o voto a Santa Ana, de entrar no convento se não morresse. Lutero tinha um temperamento escrupuloso e pessimista, temia o juízo de Deus sobre os seus pecados; algo que o deixava inquieto.


Em julho de 1505, à revelia do pai, Lutero entrou no convento dos Agostinianos de Erfurt. Em 1507, foi ordenado presbítero. Em 1510 ou 1511, passou quatro semanas em Roma, onde conheceu a vida da Cúria. Isso tudo, porém, não o impressionou muito nem abalou a sua fidelidade à lgreja. Foi nomeado professor de Sagrada Escritura em Wittenberg. Vivia, porém, inquieto ao pensar na sua fragilidade moral e nos juízos de Deus. Jejuava, praticava vigílias de oração, mas sem conseguir paz.


Estudando as cartas de São Paulo aos gálatas e aos romanos, encontrou uma solução: achou que não deveria se importar tanto com aquilo que fazia, precisava apenas ficar firme na fé e na confiança em Jesus Salvador. Ele dizia: “É a fé, e não as obras boas, que salvam o homem”. Para Lutero, o homem foi totalmente corrompido pelo pecado original e, então, só pode pecar; o livre-arbítrio está vendido ao pecado; não se pode apelar para ele. E a concupiscência desregrada, que é o próprio pecado, é inextinguível no homem. Só lhe resta confiar (ter fé) nos méritos de Cristo, porque ninguém tem mérito próprio.


O surgimento das 95 teses de Lutero


Para Lutero, quando Deus declara o homem justo, não lhe está apagando os pecados, mas apenas resolve não os considerar, cobrindo-os com o manto da justiça ou da santidade de Cristo. Lutero baseava-se especialmente em Rm 1,17: “O justo vive pela fé”; por isso, desprezava a Carta de São Tiago que fala da importância das obras.


Essa doutrina era como que o “Evangelho” de Lutero. Era uma revolução dentro do Cristianismo. Lutero juntou a isso outras teses: a rejeição dos sacramentos, do sacerdócio ministerial, do sacrifício da Missa, da Tradição da Igreja e da hierarquia. Enfim, tudo aquilo que fazia a vida da lgreja Católica.


Lutero era professor em Wittenberg, quando surgiu a questão das indulgências na Alemanha; e já havia a prevenção contra elas por causa de abusos de oficiais eclesiásticos. Lutero insurgiu-se contra o pregador das indulgências, Tetzel, em 31 de outubro de 1517, e afixou na porta da igreja de Wittenbergu, conforme o costume das disputas acadêmicas, uma lista de 95 teses em latim sobre as indulgências.


As teses de Lutero espalharam-se rapidamente pela Alemanha e fora dela, chegando até Roma. A Santa Sé mandou o Cardeal Caetano a Augsburgo para ouvir Lutero (12-14/10/1518), mas não conseguiu demovê-lo de suas posições doutrinárias.


A ruptura com a Igreja


O brado de revolta de Lutero encontrou ressonância fácil entre os príncipes da Alemanha, que tinham antigos ressentimentos contra a Santa Sé por questões políticas. Entre os protetores de Lutero, começou a destacar-se o príncipe Frederico, o Sábio, da Saxônia.


Em 1519, houve, em Leipzig, uma famosa disputa pública, na qual Lutero expôs mais claramente sua doutrina: só é verdade religiosa aquilo que se pode provar pela Sagrada Escritura (princípio básico do protestantismo). Ele atacou o primado do Papa e desprezou a Tradição e o Magistério da Igreja. Então, em 1520, no dia 15 de junho, o Papa Leão X publicou a Bula Exsurge, que condenava 41 sentenças de Lutero e o ameaçava de excomunhão, caso não se submetesse dentro de 60 dias. Em dezembro desse mesmo ano, o frade queimou a Bula e um livro de Direito Eclesiástico em praça pública. O Papa excomungou formalmente Lutero em 3 de janeiro de 1521.


Lutero, então, convocou seus compatriotas alemães para se unirem a ele em três obras: o “Manifesto à Nobreza Alemã”, no qual exortava os príncipes a assumir a reforma da Cristandade, constituindo uma Igreja alemã independente; o “Cativeiro da Babilônia”, que considerava os sacramentos, regulamentados pela Igreja, como um cativeiro – só ficariam o batismo e a ceia operando pela fé do sujeito; e “A Liberdade Cristã”, que concebe a lgreja como uma comunidade invisível, da qual só fazem parte os que vivem da verdadeira fé.


Em 1521, houve a Dieta de Worms, à qual Lutero compareceu na presença do Imperador Carlos V; recusou retratar-se e foi condenado à morte. Mas Frederico o Sábio escondeu o frade no Castelo de Wartburg, onde ficou dez meses (maio 1521 – março 1522) sob o pseudônimo de “Cavaleiro Jorge”. Começou, então, a tradução da Bíblia para o alemão a partir dos originais; foi completada em 1534. No castelo de Wartburg, Lutero sofreu crises nervosas violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos.


Enquanto Lutero estava preso, a agitação crescia em Wittenberg; os clérigos casavam-se; a Missa era substituída pelo rito da Ceia do Senhor, em que se recebiam pão e vinho sem confissão prévia nem jejum eucarístico; as imagens dos santos eram removidas. Em 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, monja cisterciense apóstata, e teve seus filhos.


Fim da vida de Lutero


Os últimos anos de vida de Lutero foram angustiosos para o reformador: além dos aborrecimentos e das decepções, ele sofria achaques corporais; se alastravam a indisciplina e a procura de interesses particulares nos territórios reformados; os príncipes dominavam as questões religiosas. Lutero depositava suas esperanças num próximo fim de mundo. Em 1543, escreveu ansioso: “Vinde, Senhor Jesus, vinde, que os males ultrapassaram a medida. É preciso que tudo estoure. Amém”. – Finalmente, morreu em 18 de fevereiro de 1546, em sua cidade natal de Eisleben. (D. Estevão Bettencourt)


As ideias e o movimento de Lutero tiveram seus ecos fora da Alemanha. Vários reformadores surgiram, partindo todos do mesmo princípio: a única fonte de fé é a Bíblia (Sola Scriptura), lida independentemente do Magistério da Igreja e da Tradição. Entre esses chefes destacam-se: Ulrico Zwingli (1484-1531), que pregou em Zürich (Suiça) e cujos seguidores sem demora se agregaram ao Calvinismo. Outro reformador notável foi João Calvino, em Genebra.


As ideias reformistas de Lutero não eram novas; ele teve vários precursores que defendiam as mesmas teses em séculos anteriores: John Wiclef, na Inglaterra; João Huss, na Polônia; Jerônimo de Praga, Guilherme de Occan e outros.

“O bom cristão sai de si mesmo e vai rumo a Deus”, diz o Papa

Na missa da manhã desta quinta-feira, 06, o Papa refletiu sobre duas parábolas: a da ovelha perdida e a da moeda perdida. Os fariseus e os escribas se escandalizaram porque Jesus “acolheu os pecadores e comeu com eles, o que era um verdadeiro escândalo naqueles tempos”.
“Estas duas parábolas” – explicou Francisco – “nos mostram como é o coração de Deus. Deus não para, não vai só até certo ponto, mas vai até o fundo, no limite; não para no meio do caminho da salvação. Não diz: “Eu fiz tudo, agora o problema é deles”. Ele vai, sai”.
Os fariseus e os escribas, por sua vez, param no meio. Eles se importavam somente que o balanço das perdas e ganhos fosse mais ou menos favorável, e ficavam tranquilos. Isto não entrava na cabeça de Deus, Deus não é um negociante, Deus é Pai e salva até o fim, até o limite. O amor de Deus é isso”.
“É triste o pastor que abre a porta da Igreja e fica ali, esperando. É triste o cristão que não sente dentro, no coração, a necessidade de contar aos outros que o Senhor é bom. Mas quanta perversão existe no coração daqueles que se crêem justos, como os escribas e os fariseus… É, eles não queriam sujar suas mãos com os pecadores. Lembram-se do que pensavam? ‘Se ele fosse profeta, saberia que ela é uma pecadora’. Usavam as pessoas e depois as desprezavam”. “Ser um pastor ‘pela metade’ – disse ainda o Pontífice – é uma derrota. Um pastor deve ter o coração de Deus, ir até o limite, porque não quer que ninguém se perca”.“O verdadeiro pastor, o verdadeiro cristão tem este zelo interior: que ninguém se perca. E por isso não tem medo de sujar as mãos. Não tem medo. Vai aonde tem que ir. Arrisca sua vida, sua fama, arrisca perder a sua comodidade, o seu status, perder também na carreira eclesiástica, mas é bom pastor. Também os cristãos devem ser assim. É tão fácil condenar os outros, como faziam os publicanos, os pecadores. É tão fácil, mas não é cristão, eh? Não é comportamento de filhos de Deus. O Filho de Deus vai ao limite, dá a vida pelo outros, como fez Jesus. Não pode ficar tranquilo, protegendo si mesmo: a sua comodidade, a sua fama, a sua tranquilidade. Lembrem-se disso: que jamais existam pastores e cristãos que ficam no meio do caminho!
“O bom pastor, o bom cristão – conclui o Papa – sai, está sempre em saída: está em saída de si mesmo, em saída rumo a Deus, na oração, na adoração; está em saída rumo aos outros para levar a mensagem de salvação”. E o bom pastor e o bom cristão conhecem o que é a ternura:
“Esses escribas, fariseus não sabiam o que significa carregar a ovelha sobre os ombros, com ternura, e reconduzi-la a seu lugar, junto às outras. Essas pessoas não sabiam o que é alegria. O cristão e o pastor do meio do caminho talvez conheçam a diversão, a tranquilidade, mas não a verdadeira alegria que vem de Deus, que vem para salvar! É belo não sentir medo de quem fala mal de nós para encontrar os irmãos e irmãs que estão distantes do Senhor. Peçamos esta graça para cada um de nós e para a nossa Mãe, a Santa Igreja”.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Divina Misericórdia

Jesus Misericordioso disse a Faustina:



"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A.

Implora a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma.
Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros.
Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça. 
Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. 
Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento. 
Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura, mas de ti em primeiro lugar, porque te dei a conhecer mais profundamente esse mistério"
(Diário, 1572).



Terça-feira 04 de Novembro – Lc 14, 15-24 – Os convidados que recusam o banquete


O Reino de Deus vai além de toda imaginação humana. Uma das mais belas imagens para descrevê-lo é o banquete, descrito como uma festa promovida por um rei em honra do seu filho. Pela resposta dada pelos convidados, deduz-se que há uma condição para participar dele: ser interiormente desapegado dos bens materiais. S. Cirilo de Alexandria comenta o fato de eles terem “desdenhado o convite, porque estavam voltados para as coisas terrenas e tinham concentrado sua mente nas vãs distrações deste mundo”. Afazeres diversos, o serviço no campo, a “mulher” os impedem de atender ao convite do rei, ainda que enviado com muita antecedência. Verdadeira afronta, pois rejeitá-lo, no último momento, era negar-lhe a devida honra.
O rei então resolve substituí-los por aqueles que perambulavam nas praças e ruas da cidade. “Que venham, diz S. Agostinho, os mendigos, já que quem convida é aquele que sendo rico se fez pobre por nós, para que os mendigos nos enriqueçam com a sua pobreza”. O banquete está preparado, e ainda há lugares vazios. Os servos saem pelas estradas e jardins, e chamam os que não residem dentro da cidade, até que a casa fique realmente cheia. Na sala repleta, reúnem-se bons e maus, pecadores e estrangeiros, sinal da grandeza de coração do dono da casa, em claro contraste com a maneira desdenhosa dos primeiros convidados. Estes correm o risco de não mais encontrarem lugar no banquete de Deus.
O convite é dirigido a todos, sem ambiguidades de natureza discriminatória. Mas apesar da insistência do chamamento do Mestre, os chefes religiosos permanecem em sua rigidez de visão e, autossuficientes em assuntos religiosos, não aceitam participar do banquete messiânico. Em lugar deles, trajando as vestes apropriadas para a festa, unem-se a Jesus os mendigos e publicanos. Em suma, o encontro messiânico está aberto para acolher a todos, embora nem todos dele participem. Nesse sentido são emblemáticas as palavras finais da parábola: “Há muitos chamados, mas poucos escolhidos”.

Dom Fernando Antônio Figueiredo, o.f.m.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Papa Francisco diz que teorias do Big Bang e da evolução estão certas

O papa Francisco surpreendeu ao dizer nesta segunda-feira, 27, que as teorias científicas do Big Bang e da evolução estão corretas e não são incompatíveis com a existência de um criador. As considerações foram anunciadas na Academia Pontifícia de Ciências, onde ele inaugurou no local o busto do antecessor, Bento XVI. 


Segundo ele, a teoria do Big Bang, que explica a origem do mundo, na verdade justifica um criador. "Quando lemos sobre a crianção no Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico com uma varinha capaz de fazer tudo. Mas não é isso", completa. 



Francisco afirma também que a teoria da evolução não de opões a ideia do criador divino. "Deus criou os seres humanos e permitiu que se desenvolvessem de acordo com leis internas que deu a cada um para que alcancem sua realização", explicou. 



O papa Pio XII já havia tratado positivamente as teorias da evolução. Em 1996, ele disse que a evolução era "um fato comprovado". Bento XVI, por sua vez, chegou a defender a tese da seleção natural com um "design inteligente", implícito na evolução". Para ele, a evolução não seria um processo sem planejamento.



Sobre Bento XVI, Francisco disse que"ninguém pode dizer que o estudo e a ciência fizeram com que ele e seu amor por Deus e pelo próximo diminuíssem". "Ao contrário, o conhecimento, a sabedoria e a oração ampliaram seu coração e seu espírito", avaliou. 



Redação O POVO Online com AFPMensagem

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/2014/10/28/noticiasmundo,3338898/papa-francisco-diz-que-teorias-do-big-bang-e-da-evolucao-estao-certas.shtml


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Chamado à santidade: nossa primeira vocação



O Pai nos escolheu e nos predestinou a sermos seus filhos adotivos por meio de Jesus Cristo. Deus queria ter muitos filhos, por isso nos predestinou quando ainda nem existíamos. É isso que nos afirma a Palavra de Deus:

"Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo: Ele nos abençoou com toda a bênção espiritual nos céus, em Cristo. Ele nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou a ser para ele filhos adotivos por Jesus Cristo, assim o quis a sua benevolência para o louvor da sua glória, e da graça com que nos cumulou em seu bem-amado" (Ef 1,3-6).

Essa é uma verdade de fé revelada pela Escritura. Deus nos escolheu antes da fundação do mundo. Ele queria ter muitos filhos, por isso nos predestinou a sermos Seus filhos adotivos em Jesus Cristo.Por meio de Jesus nos tornamos filhos de Deus: "Ele nos escolheu antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis sob Seu olhar, no amor".

Uma vez que somos filhos, somos também herdeiros. A herança de Jesus é a nossa herança. Fomos escolhidos, predestinados ainda antes da fundação do mundo para sermos herdeiros de céus novos e uma terra nova.

Esse é o nosso primeiro chamado, nossa primeira vocação: "Nele, ainda, ouvistes a palavra da verdade, o Evangelho que vos salva. Nele, ainda, crestes e fostes marcados com o sinete do Espírito prometido, o Espírito Santo, adiantamento da nossa herança até a libertação final em que dela tomaremos posse, para o louvor da sua glória" (Ef 1, 13-14).








"Somos chamados à santidade. Todos nós, sem exceção."



Cada um de nós tem um lugar único, e somos convocados a ocupar nosso lugar. O Senhor virá para implantar o Seu Reino e somos escolhidos para fazer parte dele.

Assuma essa escolha: Sou escolhido por graça de Deus. Sou um eleito do Pai não por merecimento, mas por pura graça.

O Senhor nos escolheu antes da criação do mundo para participarmos desse Reino que Jesus virá implantar. Somos escolhidos. Não podemos faltar. Precisamos conquistar esse Reino e garantir o nosso lugar. O Senhor nos dá essa certeza: existe um lugar em céus novos e uma terra nova que nos pertence. Por isso Ele derramou sobre nós o Seu Espírito Santo. Essa é a garantia que Ele mesmo nos dá.

Não podemos perder o nosso lugar. O Senhor nos quer santos e irrepreensíveis. Ele quer trabalhar em nós, colocar a Sua santidade e a Sua perfeição em nós, Ele quer fazer de nós Sua obra-prima.

Antes da criação do mundo já fomos escolhidos, predestinados a ter o nosso lugar e sermos herdeiros do Reino que o Senhor virá implantar. Deus nos escolheu, por isso enviou o Seu Filho e nos salvou pelo Sangue que Ele derramou na cruz.

Deus nos predestinou e nos marcou com o sinete do Seu Espírito Santo. Sinete é uma peça de metal que, colocada no fogo, torna-se ferro em brasa e é aplicado no couro do animal para marcá-lo. Fomos marcados com o sinete do Espírito, e não há como retirar essa marca. Somos herdeiros do Reino de Deus e co-herdeiros de Cristo.

Somos chamados à santidade. Todos, sem exceção. É esse o nosso primeiro chamado. Essa é a primeira vocação de todo batizado.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Quem encontra o Cristo encontra o sentido para a sua vida



Quem encontra o Cristo encontra o sentido para a sua vida! Encontre este tesouro precioso que se chama Jesus. Ele dará o sentido, o sabor, o valor e o gosto que a sua vida tanto precisa e merece.


“O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola” (Mateus 13, 45-46).

Ao meditar sobre a riqueza e sobre o significado do Reino de Deus em nossa vida, hoje, mais uma vez Jesus mostra-nos qual é o verdadeiro tesouro, porque o Reino dos Céus é um tesouro escondido no campo, é um tesouro que existe, mas não está aí para todo mundo ver ou achar. Ele precisa ser procurado e lapidado; precisamos nos esforçar para encontrar os tesouros escondidos no Reino dos Céus.


Quão precioso é um tesouro escondido, valoroso, de mais valor e importância do que qualquer outro tesouro! Quando alguém procura pérolas, e existem pérolas de vários valores e qualidades, e encontra uma pérola preciosíssima como nenhuma outra, essa pessoa deixa as outras pérolas para cuidar desta pérola preciosa que encontrou. Você vende seus bens e tudo o que você tem para ter aquela única pérola (cf. Mt 13, 45-46).


Nós vivemos a vida inteira em busca de uma “pérola”, em busca de um “tesouro”, ou seja, em busca de um sentido para a nossa vida, uma razão para a nossa existência. Algo que realmente possa nos preencher e dar sabor à nossa vida. Muitas vezes, nós nos enganamos, nos iludimos e vamos por caminhos errados; achamos que os bens e que os tesouros deste mundo dão sentido e valor à nossa vida. Outras vezes, paramos em pessoas e em situações e não descobrimos o tesouro essencial.


Quem encontra o Cristo encontra o sentido para a sua vida! Quem se encontra com Jesus, quem O descobre, quem entra no tesouro precioso, que é o Coração de Jesus, encontra a sua razão de viver. Assim como os apóstolos um dia encontraram o Senhor e tudo deixaram por Ele, quando nós encontramos Jesus deixamos de confiar em outras coisas e deixamos de colocar o nosso coração em outros valores que não são os valores do Reino de Deus.


Permita que o Reino de Deus entre em você, permita ser invadido por esse Reino, por essa pérola preciosa para que ela realmente dê sentido, sabor e valor à sua vida. A alegria que toma conta de um coração que se despoja por Deus, a alegria que toma conta de um homem e de uma mulher que fazem de Jesus o seu tesouro é única, é uma alegria indescritível, que não merece comparação.


Deixe-me dizer a você: Encontre este tesouro precioso que se chama Jesus. Ele dará o sentido, o sabor, o valor e o gosto que a sua vida tanto precisa e merece.


Deus abençoe você!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Fé Move Montanhas

Um jovem que trabalhava no exército era humilhado por ser cristão. Um dia, seu superior, querendo humilhá-lo na frente do pelotão, chamou o soldado e disse:

- Jovem, pegue esta chave, vá até aquele jipe e estacione ali na frente. O jovem disse:

- Não sei dirigir.

Então disse o superior: Peça ajuda a seu Deus. Mostre que Ele existe.

O soldado pegou a chave e começou a orar, depois ligou o veículo, manobrou e estacionou perfeitamente. Ao sair do jipe o soldado viu todos de joelhos, chorando e dizendo: Nós queremos conhecer o teu Deus.

O jovem soldado espantado, perguntou o que estava acontecendo. O superior chorando abriu o capô do jipe e mostrou para o jovem que o carro estava sem motor.

O jovem então disse: Estão vendo? Esse é o Deus que sirvo. O Deus do impossível. O Deus que traz à existência aquilo que não existe!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Quando Jesus voltará?

A volta de Jesus é um evento que temos a nossa frente e pelo qual devemos esperar.
Muitas previsões sobre o fim do mundo vieram e se foram. Esses prenúncios são perturbadores e frequentemente amedrontam as pessoas. No entanto, a Bíblia Sagrada refere-se a uma época chamada de “o Dia do Senhor” quando Ele retornará. Vai acontecer, mas apenas Deus sabe o momento.
É um dia pelo qual os seguidores de Jesus Cristo podem aguardar ansiosamente. À luz deste tempo porvir, o apóstolo São Pedro nos diz como o cristão pode viver com um propósito jubiloso (2 Pd 3,10-18). Podemos olhar para o alto vivendo vidas que honrem a Cristo (v.11). Podemos olhar para o interior, esforçando-nos para estar em paz com Deus (v. 14). E podemos olhar para fora, estando alertas para não sermos levados pela influência errada de outros (v. 17).
Como fazemos isso? Crescendo “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo…” (v.18). Quando crescemos em caráter, por meio de Sua Palavra escrita, começamos a nos relacionar mais de perto com Jesus, a Palavra Viva. O Espírito Santo toma a Palavra de Deus e guia-nos na maneira de viver.
O dia do Senhor não deveria ser um dia de pavor para os seguidores de Jesus. Nosso Rei voltará para acertar todas as coisas e para governar eternamente. Esperamos por este momento com grande expectativa. Esta é nossa “bendita esperança” (Tito 2,13).
Está profetizado que, quanto mais nos aproximarmos do fim dos tempos, mais as pessoas perderão a esperança de que a volta de Jesus pode acontecer. É um evento que temos a nossa frente e pelo qual devemos esperar a qualquer momento. Mas a verdade continua imutável, quer as pessoas a defendam ou não.
Muitas passagens bíblicas nos ensinam que devemos estar sempre preparados para a volta do Senhor. Leiamos apenas estes versículos:
“…a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13,11).
“Vai alta à noite, e vem chegando o dia…” (Rm 13,12).
“Perto está o Senhor” (Fp 4,5).
“Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará” (Hb 10,37).
“…pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5,8).
“eis que o juiz está ás portas” (Tg 5,9).
Ora, o fim de todas as coisas está próximo” (1 Pd 4,7).
Todos esses versículos parecem ter sido escritos para despertar em nós a convicção de que a vinda do Senhor Jesus é iminente. É um evento que temos a nossa frente e pelo qual devemos esperar. Nessa espera devemos ser diligentes na obra do Senhor e realizar fielmente nosso trabalho como mordomos seus.
O grande evangelista R. A. Torrey declarou: “A iminente volta do nosso Senhor é o grande argumento da Bíblia em favor de uma vida pura, abnegada, consagrada, afastada do mundo e ativa no serviço para Ele. Em muitas das nossas pregações instamos com as pessoas para que elas vivam uma vida santa e trabalhem diligentemente, porque a morte pode nos surpreender rapidamente, mas a Bíblia não argumenta dessa forma. Ela sempre diz apenas: Cristo voltará; estejam preparados para quando ele vier. Nossa responsabilidade está claramente delineada na Palavra de Deus. Nosso corpo deve estar cingido e nossas candeias acesas. Devemos ser como servos que esperam pelo seu Senhor”. (Qv. Lucas 12,35-36).

Como escolher um(a) namorado(a)?

Dicas de como escolher um namorado
Escolher um(a) namorado(a) não é uma tarefa fácil; na verdade, é exigente. Primeiro, porque se você quiser encontrar uma pessoa para namorar, terá de procurá-la. Não basta rezar e permanecer de braços cruzados. Isso não quer dizer que você tenha de sair se oferecendo por aí. É importante socializar-se, estar entre jovens, em ambientes que demonstrem aquilo que você quer assumir. Exemplo: se você quiser um cara sério, um cristão atuante na Igreja, não será em um baile funk que você irá encontrá-lo.
Como-escolher-um-namorado
Segundo: é importante conhecer um pouco essa pessoa que você está a fim de namorar antes de ficar com ela e assumir um compromisso sério. Não vá com muita “sede ao pote”; perceba, primeiro, quem ela é, pois a amizade é um filtro para escolher um(a) namorado(a).
Terceiro: lembre-se de que não existe um homem ou uma mulher perfeitos. O que existe somos nós, seres pecadores. Não queira alguém pronto. O namoro, o noivado e o casamento são, justamente, para nos ajudar a construir uma pessoa melhor para o mundo e para Deus. Agora, é claro que há virtudes e modos de pensar primordiais. Se você for uma pessoa exigente para escolher a roupa que usará num baile de formatura, deverá ser muito mais para escolher com quem dividirá a sua história de vida e os seus sonhos.
Particularmente, fui bem exigente na minha escolha e tive de esperar seis anos até namorar o Guilherme; uma longa espera que exigiu sacrifícios. Antes dessa espera, tive outros relacionamentos, mas, em um determinado momento, era preciso rompê-los, porque eu percebia que não seria bom permanecer junto deles.
Pior que terminar um namoro é casar-se com a pessoa errada. Para que você possa fazer bem uma escolha é preciso saber o que você deseja. O que você quer? Que tipo de rapaz ou de garota você quer? Que qualidade o seu(sua) namorado(a) deve ter? O que você espera dele(a)? Você não deve ter medo de pontualizar as suas prioridades e as apresentar para Deus. Reze com a sua verdade, com a solidão que assola seu coração de solteiro(a). Reze com a alegria de ter um namorado(a) maravilhoso(a). Enfim, converse com Deus com a sua mais sincera verdade.
Ao escolher um namorado(a), não se prenda às aparências físicas, pois elas passam e não sustentam um verdadeiro amor. Desça até a profundeza de sua alma e busque lá os seus valores.
O namoro é um tempo belo de conhecimento na vida de dois jovens. Começa com a amizade, ou até mesmo com a atração física, mas, com o tempo, vai saindo da superficialidade e se aprofundando. O namoro é o momento certo para escolher se é com essa pessoa que você quer passar o resto da sua vida. Como diz o professor Felipe Aquino, “o namoro é o melhor momento para um divórcio”.
Você não deve ter medo de romper um namoro se perceber que ele não o está ajudando a ser uma pessoa melhor, a construir seu caminho para o Céu. Namorar é tempo de fazer escolhas conscientes que vão além de sentimentos e emoções.

Quem não perdoa destrói pontes pelas quais terá de passar

Deus perdoa as nossas transgressões” (Sl 65,3)
Aquele que não é capaz de perdoar os outros destrói a ponte sobre a qual ele mesmo terá de passar”, escreveu Edward Herbert, célebre historiador britânico. Essas palavras destacam uma razão para ser perdoador: mais cedo ou mais tarde, podemos precisar que outros nos perdoem. (Mt 7,12). Mas há um motivo muito mais importante para ser perdoador, basta ler as palavras de São Paulo Apóstolo em Colossenses 3,13: “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós”.
Visto que somos todos imperfeitos, às vezes podemos irritar ou ofender os outros, e eles talvez nos façam o mesmo (Rm 3,23). Então, como podemos manter a paz? Inspirado por Deus, São Paulo nos aconselha a ser tolerantes e perdoadores. Esse conselho é tão importante e sempre atual.
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Vamos analisar as palavras de São Paulo. “Continuai a suportar-vos uns aos outros”. A palavra grega para “continuar a suportar” dá a ideia de ser tolerante e paciente. Uma obra de referência diz que os cristãos mostram essa qualidade por “estar dispostos a suportar aqueles cujas falhas ou traços de personalidade são irritantes”. A expressão “uns aos outros” indica que essa tolerância deve ser mútua. Ou seja, quando lembramos que também podemos irritar outros, não permitimos que suas características irritantes perturbem a paz entre nós. Mas e se outros pecarem contra nós?
Continuai a perdoar-vos uns aos outros liberalmente”. De acordo com vários especialistas, a palavra grega traduzida “perdoar liberalmente” não é a palavra que se costuma usar para traduzir perdão, mas tem um significado mais profundo, que enfatiza a natureza generosa do perdão. Outra fonte diz que essa palavra pode significar “conceder algo agradável, um favor, um benefício”. Somos generosos quando perdoamos de coração, mesmo quando há razão para queixa contra outro. Mas por que devemos estar dispostos a “conceder esse favor”? Pelo simples motivo de que logo, talvez, precisemos que o ofensor nos perdoe, retribuindo assim o favor.
Assim como Deus vos perdoou liberalmente, vós também o fazei.” Esse é o principal motivo para ser generoso em perdoar os outros: o próprio Deus nos perdoa liberalmente. (Mq 7,18). Pense por um instante sobre o perdão, favor-graça que Deus concede a pecadores arrependidos. Ao contrário de nós, Deus não peca. Mas ele, de bom grado, perdoa completamente pecadores arrependidos, mesmo sem precisar que eles retribuam o favor por perdoá-lo. De fato, o Senhor bom Deus é o exemplo mais caridoso de alguém que perdoa liberalmente.
Eu confio na misericórdia de Deus para sempre” (Sl 52,8). A misericórdia do nosso glorioso Pai Celestial nos atrai a ele e nos faz querer imitá-lo. (Ef 4,32. 5,1).
Um dos grandes mestres da espiritualidade cristã Charles de Foucauld afirmou: “Viver só para Deus. O amor é inseparável da imitação. Quem ama quer imitar: é o segredo da minha vida”.
Ele escreveu: “Perdoai-nos as nossas ofensas. Não podemos pedir perdão se não perdoamos também. O perdão, como a graça, não se pede somente para si, mas para todos os homens”. Foucauld acrescenta: “Essa deveria ser a finalidade de todas as nossas orações, de todas as nossas ações”.

Como elogiar seu filho do jeito certo

Como, quando e o quanto elogiar nossos filhos?
O segredo da maioria das coisas é a forma como elas são administradas. A falta ou o excesso de elogios pode ser prejudicial em muitas situações.
Elogiar a inteligência ou o esforço de uma criança? Essa é uma questão que certamente gera dúvida.
como elogiar o filho demaneira certa
Quando elogiamos a inteligência de um filho, não damos margem, por exemplo, a um erro ou a uma nota baixa. Quando elogiamos seu esforço, damos estímulo para que ele possa se esforçar outras vezes.
Elogios excessivos acabam sendo vazios e não ajudam no desenvolvimento saudável dos filhos, porque acabamos colaborando para um estilo quase infalível e muito vaidoso de uma criança. O elogio excessivo pode, até mesmo, colaborar para que uma criança não aceite uma correção quando necessário. Ou seja, quando estiver errada, certamente terá dificuldade de ser orientada em suas atitudes.
Quando uma criança é elogiada demais, sente-se muito melhor que os outros e pode, em muitos casos, crescer em sua presunção e arrogância.
Preferencialmente, elogios devem estar firmados em fatos, em comportamentos ou atitudes. O elogio do tipo “como você é lindo, meu filho!”, ou “que maravilha de menina!” estão firmados nas impressões de um adulto, mas não colaboram especialmente em alguma atitude diferenciada na criança.
Mas, então, que elogios podem ajudar uma criança a ter uma atitude saudável? Por exemplo: “Filho, que bom que você ajudou seu colega de escola!”, “Parabéns pelo seu esforço no estudo e pelas notas que tirou!”, “É muito legal você ter dividido seus brinquedos com seu amigo. Dividir é muito importante!”, “Que bom você ter me ajudado, gosto muito quando você faz isso!”.
Esses elogios são baseados em coisas reais, em coisas que seu filho realmente fez e não em impressões vazias que contribuem para que ele possa repetir esses comportamentos positivos.
Fazer uma criança amada não é dizer a ela, o tempo todo, “eu te amo”, “como você é lindo”ou coisas desse tipo.
A medida é importante, já o excesso não faz bem. Quando uma criança passa a frequentar outros ambientes como escola, igreja ou natação, nem sempre será elogiada na mesma quantidade que os pais fazem, e isso pode gerar nela grande decepção e frustração, inclusive na fase adulta, quando tiver de lidar com a falta de elogios e recompensas no trabalho, o que pode ser altamente desmotivador e frustrante para ela.
Procure dar atenção não apenas às qualidades, mas às atitudes da criança, pois são perceptíveis e envolvem a ação e o empenho dela em algo. Também o cuidado de não desejar que ela seja o que não fomos é importante. Muitas vezes, o elogio é dado no sentido de que seu filho sempre supere, sempre seja o melhor, sempre seja mais. Daí, novamente, a medida é importante e a intensidade também para que o positivo seja um fato desmotivador para ele.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mensagem do dia - Em quem está a nossa confiança?

“Em Deus confio, não temerei” (Salmo 56, 12).
Em todos os momentos, nós precisamos colocar a nossa confiança no Senhor, porque Ele é o nosso auxílio. N’Ele podemos confiar, pois, mesmo nas tribulações, Ele é o nosso consolo.
Nada é maior que o amor de Deus; e nós, que somos filhos amamos, podemos contar com o nosso Pai, que cuida de nós e nos protege de todo mal.
Hoje, louvemos ao Senhor, que sempre está conosco. Ele nos liberta e preserva os nossos pés da queda. A cada novo dia, caminhemos com Deus na confiança de que n’Ele encontraremos a verdadeira paz e alegria.
Aproximemo-nos do Senhor com confiança, porque Ele quer nos socorrer em todas as nossas necessidades.
Jesus, eu confio em Vós!

domingo, 11 de maio de 2014

Papa ordena novos sacerdotes: “não se cansem de perdoar”


Na manhã deste domingo, 11, Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Basílica Vaticana e ordenou 13 novos sacerdotes, entre eles um brasileiro: Rodrigo Paiva dos Reis, 28 anos, da Diocese de Roma.  Ele destacou aos novos padres a necessidade de estarem conscientes de sua participação na missão de Cristo e serem sempre misericordiosos, a exemplo de Jesus.Na homilia, Francisco recordou que Jesus quis escolher alguns de seus discípulos para que, exercendo publicamente o ofício sacerdotal na Igreja em seu nome, continuassem a sua missão pessoal de mestre, sacerdote e pastor. Assim, os novos sacerdotes hoje ordenados cooperam para edificar o corpo de Cristo que é a Igreja.
Dirigindo-se aos seminaristas que estavam prestes a receber a ordenação, o Papa pediu que eles sempre considerem sua participação na missão de Cristo, que levem a todos a Palavra que eles receberam com alegria e que saibam ensinar o que aprenderam na fé e viver o que ensinam. “Seja, portanto, alimento para o povo de Deus a vossa doutrina, que não é vossa: vocês não são patrões da doutrina! É a doutrina de Deus e vocês devem ser fiéis à doutrina do Senhor”.
Francisco destacou que, com o sacramento do Batismo, os novos padres agregarão novos fiéis ao povo de Deus e com o sacramento da Penitência, vão perdoar os pecados em nome de Cristo e da Igreja. Nesse ponto, o Papa pediu que os sacerdotes jamais percam essa atitude de misericórdia.
“Pelo amor de Jesus Cristo: não se cansem de ser misericordiosos! Por favor! Tenham aquela capacidade de perdão que o Senhor teve, Ele que não veio para condenar, mas para perdoar! Tenham muita misericórdia!”, disse Francisco, que revelou sua tristeza ao saber que há pessoas que deixaram de se confessar porque foram repreendidas. “È como se a igreja lhes batesse a porta na cara. Por favor, não façam isso: misericórdia, misericórdia!”.
Conscientes de terem sido escolhidos para atender à coisas de Deus, o Papa também lembrou aos novos padres que eles precisam exercer a obra sacerdotal de Cristo para agradar unicamente a Deus, e não a eles mesmos.
“Tenham sempre diante dos olhos o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar e salvar o que estava perdido”.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Papa destaca alegria vinda da Ressurreição de Jesus

Da Redação, com Rádio Vaticano
Papa destaca alegria vinda da ressurreição de JesusNa catequese desta quarta-feira, 23, Papa Francisco dedicou-se a falar da alegria vinda da Ressurreição de Jesus. Trata-se de uma alegria verdadeira e profunda, baseada na certeza de que Cristo não morre jamais, mas está sempre vivo e ativo na Igreja e no mundo. O Santo Padre concentrou-se, em especial, na frase que os anjos disseram às mulheres no sepulcro de Jesus: “Por que procurais Aquele que vive entre os mortos?”. Estas palavras, segundo ele, dirigem-se também aos homens de hoje, que, de várias formas, podem se fechar em seus egoísmos, seduzidos pelas coisas deste mundo, pelo dinheiro e pelo sucesso, deixando de lado Deus e o próximo. Por outro lado, o Papa lembrou que nem sempre é fácil aceitar a presença de Cristo Ressuscitado em meio ao homem. É possível ser como Tomé, querendo tocar nas chagas para acreditar, ou como Maria Madalena, que vê Jesus, mas não O reconhece; ou ainda, como os discípulos de Emaús, que, sentindo-se derrotados, não percebem o próprio Jesus que os acompanha. Depois de um fracasso, para quem se sente só, abandonado e perdeu a esperança, Francisco destacou que a pergunta dos anjos faz superar a tentação de olhar para trás e impulsiona rumo ao futuro.
“Jesus não está no Sepulcro, Ele ressuscitou! Não podemos procurar entre os mortos aquele que está vivo!”, disse Francisco, pedindo que a multidão repetisse a frase dos anjos. “Não nos dirijamos aos muitos sepulcros que hoje prometem algo, e depois não nos dão nada. Ele está vivo. Por isso, é preciso maravilhar-se novamente com Cristo ressuscitado, para poder sair dos nossos espaços de tristeza e abrir-nos à esperança que remove as pedras dos sepulcros e nos dá coragem para anunciar, pelo mundo afora, o Evangelho da vida”. Depois da catequese, o Papa saudou os diversos grupos presentes na Praça, entre os quais os brasileiros. “Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, nominalmente aos fiéis de Lisboa e aos diversos grupos do Brasil. Queridos amigos, a fé na Ressurreição nos leva a olhar para o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Feliz Páscoa para todos!”

João Paulo II, entre a Cruz e a Esperança

“Devemos olhar o passado com gratidão, o presente com paixão e o futuro com confiança”. Essas palavras de João Paulo II contidas na Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte tornaram-se inspiração para minha vida.
Entre os anos 2002 e 2005, tive a graça de acompanhar bem de perto os últimos três anos do pontificado desse grande Papa, em Roma, onde minha atuação missionária era voltada de maneira especial como operador de câmera. Através das lentes da câmera, acompanhei o verdadeiro calvário que João Paulo II suportou de maneira serena oferecendo um testemunho de sacrifício ao mundo todo.
Estive pessoalmente com Karol Wojtyla quatro vezes. Gosto de contar isso não como vantagem, mas porque jamais pensava que um dia pudesse chegar perto de um Papa. Era algo que nem mesmo passava pela minha cabeça. Esses encontros foram inesquecíveis porque sentia uma enorme paz e força nos olhos claros e vivazes do Santo Padre. As palavras se resumiam entre eu me apresentar, contar de onde vinha e o Papa que confirmava com uma palavra de incentivo ou um gesto de “siga adiante”. Alguns desses encontros pessoais eram proporcionados pelo fato de um trabalho voluntário que eu prestava organizando a Filmoteca do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. O Pontífice demonstrava alegria pela presença de um brasileiro da Canção Nova no Vaticano.
No entanto, diante de minhas fraquezas e limitações, pensei muitas vezes em desistir da missão que me foi confiada. Mas, quando olhava para aquele Papa, encontrava força e coragem para permanecer fiel ao chamado de Cristo. Quantas vezes aquele “Não Tenha Medo” ecoou em meu coração como uma voz de pai e renovava minha vontade. Essa experiência frutificou em persistência, profissionalismo e amor à Igreja Católica.
Um dos dias mais impressionantes para mim foi o Domingo de Ramos de 2005. Era o dia em que o Papa dos Jovens ia comemorar os vinte anos das Jornadas Mundiais da Juventude. Como de costume, montei a câmera no alto das Colunatas da Praça São Pedro para gravação do Angelus. O Papa de 84 anos apareceu na janela do Palácio Apostólico e a multidão aplaudiu. Em seguida, houve um grande silêncio. Ele não conseguiu pronunciar uma palavra sequer. Enquanto a câmera gravava aquela cena histórica, meu coração ficou apertado e buscava compreender o significado daquele esforço. Apesar de a voz não sair, a aparição na janela foi um dos maiores apelos sobre o valor da vida e o que fazemos dela.
No discurso que ele não conseguiu ler, uma meta a seguir em frente: “Hoje digo-vos: continuai incansavelmente o caminho empreendido para serdes em toda a parte testemunhas da Cruz gloriosa de Cristo. Não tenhais medo! A alegria do Senhor, crucificado e ressuscitado, seja a vossa força, e Maria Santíssima esteja sempre ao vosso lado”.
CANONIZAÇÃO
Dia 27, domingo, às 10h na Praça de São Pedro, será presidida pelo Papa Francisco a Santa missa de Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II. E logo, em seguida, às 12h a oração Regina Coeli.
Finalizando as atividades da semana e a festa das canonizações, dia 28 segunda-feira, às 10h será celebrada uma Missa de Ação de graças presidida pelo Cardeal Ângelo Comastri, Vigário do Papa Francisco, na Cidade do Vaticano.

terça-feira, 11 de março de 2014

Renascer foi um sucesso e continua...

Todos aqueles que estiveram juntos no Renascer 2014 puderam experimentar de uma felicidade que não passa...algo realmente que ultrapassa as nossas expectativas humanas. Sabemos que tudo isso ainda é pouco, comparado ao que o Senhor tem reservado para nós. "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em corações humanos; o que Deus tem preparado para aqueles que o amam", diz São Paulo (I Cor 2,9) É nessa certeza que estaremos juntos no próximo sábado (08 de março), para descobrir o que o Senhor tem para nós. Amá-lo como Ele merece ser amado e, permitir a cada dia mais que "Deus seja a nossa felicidade!".



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mensagem do Papa Francisco

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais


“Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro”


Queridos irmãos e irmãs,


Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.

No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correcta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.

Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.

Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».

Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.

Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.

Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efectiva e afectivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.

Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.

Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.


FRANCISCUS (PAPA FRANCISCO)